11 de setembro de 2010

Ao som de André Valadão, continuo a escrever ...

a... e com minha pequena Larissa, pendurada em minha costa...

Continuação das cartas trocadas entre dois amigos que me fizeram enxergar um novo horizonte, ver o que não queremos às vezes.

Há sempre aquela frase " meu Deus, se eu pudesse voltar no tempo" o tempo não volta, mas podemos fazer um futuro bem melhor...

Décima primeira carta

"Sofremos por nós mesmos e pelos outros. Sofremos pelas intransigências de nossas emoções precárias e porque nos deixamos atingir por outros , caducos dos mesmos problemas."

Décima segunda carta

"Tão importante quanto crer é saber duvidar. A construção da fé passa o tempo todo pelo caminho da dúvida."

Décima terceira carta

" É assim que encerro essa carta, cheio de dúvidas, mas com uma certeza: a subida é para todos e se vez ou outra olharmos para dentro de nós mesmos conseguiremos antever o espetáculo que nos aguarda".

Décima quarta carta

" A origem de muitos medos está no momento em que nos reconhecemos menores que nossos sonhos e anseios."

Décima quinta carta

" Agimos por impulso para que a ação não seja filha da reflexão até porque a reflexão nos impede de muitos mimos de que não queremos abrir mão ".

Décima sexta carta

" Há poemas mais bonito que um gesto de amor? até os iletrados são capazes dessa literatura."

Décima sétima carta

" É na simplicidade que nos entregamos e que partimos curiosos para a contemplação antes e depois. O céu começa aqui e se plenifica depois.A simplicidade do amor antecipa o que haveremos de viver."

Ultima carta

" Grandes medos só podem ser vencidos mediante o cultivo de pequenas coragens".



belas palavras ...

9 de setembro de 2010

" Versos do livro Cartas entre Amigos (FÁBIO DE MELO E GABRIEL CHALITA)

Primeira carta

" Não há amor sem conquista. Os amantes precisam ao menos se deixar conquistar. As artimanhas da sedução têm um encanto próprio de quem tenta tocar no ponto frágil e depois fortalecer juntos"

Segunda carta

" O amor nos socorre do esquecimento. Retira o poder definitivo da lápide , porque sobrevive na continuidade do que plantamos ."

Terceira carta

"Temos esse poder . O poder de dar significado às pessoas que amamos. O poder de tirá-las do meio da multidão e ajudá-las fraternalmente."

Quarta carta

" O amor é o maior de todos os artesanatos. Não amamos da noite para o dia . Amor é construção que requer empenho, assim como a trama dos teares requer demora na escolha das linhas e das cores."

Quinta carta

" E trancafiamos em algum porão tanto a nossa essência como as lentes de amor que nos fazem compreender o outro além do sorriso ensaiado."

Sexta carta

" O fracasso só serra definitivo para aqueles que o compreenderem como ponto final da obra. É melhor encará-lo como reticências..."

Sétima carta

"O que é maior ; os que escalam a montanha ou a montanha? Os barcos que saem ou o oceano que os recebe. Somos todos pequenos, amigos e ao mesmo tempo imensos:é o delicioso paradoxo do êxodo e do êxtase."

Oitava carta

" A dor que dói no outro é uma janela de onde eu me enxergo. É como se por um instante fosse quebrada a nossa capacidade de diferenciação."

Nona carta

" E quem se ama se surpreende quando é amado, porque não cobra nem espera recompensa. É esse o segredo do altruísmo , que vence a vaidade da idade, que vai e conquista a temperança da essência que fica."

Décima carta

" O grande poder que o medo da morte exerce sobre nós parece estar diretamente ligado ao sentimento de absurdo e vacuidade que experimentamos."