".O medo cabe em todos eles. Quando obedecemos ao vermelho do sinal que nos pede parada, imediatamente nos fechamos em nossos carros, crentes de que vidros indefesos nos protegerão do medo que sentimos...Filhos que não sabem por onde andam os seios que os amamentaram. Meninos e meninas. Eles também estão com medo. Temem que nós não os reconheçamos como artistas que merecem aplauso, moeda de pequeno valor, que condensa a metáfora de um reconhecimento temporário, valor que não compra a felicidade esperada, a vitória que nunca chegará.
Em pequenos intervalos estão grandes medos..."
(Fábio de Melo. Livro Cartas entre amigos, 2009, pg 207)
".Passando por São Paulo, vi pessoas jogadas, que se entregaram aos medos...
Vi pessoas demais...! "
