24 de setembro de 2010

" Vida é cultura"


Painel entalhado em madeira (Freijó). Medindo 2,44 x 4,74 metros, e se encontra no hall de entrada do centro de Educação e cultura " Francisco Carlos Moriconi " Suzano, São Paulo


Que mundo é esse ?
Ouça! Há uma melodia no ar.
Ela embala movimentos suaves da bailarina.
Ela desaparece e reaparece ; funde com a poesia fornecendo a canção .
O dom nasce e pinta com emoção.
Emoções alegres e triste, representados pelos autores do palco e da vida.
Que cultura é essa? Uma moça ! Sem rosto e triste, representados pelos autores do palco e da vida.
Que cultura é essa? Uma moça? Quem é ela ?
Deve ser a musa , ela tem a face da sua imaginação.
Ela é fonte de inspiração e de arte .
Que mundo é esse ?
Vejo a História a Literatura e a Ciência; sendo canalizado num tubo de ensaio .
O que surgirá dessa simbiose?
Não sei, talvez o conhecimento .
Que mundo é esse .
Vejo o céu, o mar ,o rio e a terra . Mas sinto que ainda falta alguma coisa, nesta paisagem .
(Gruuuummm), o que é isso?!
Um terremoto! O céu está se abrindo!
O mar e a terra também ( tcheemm)
Olha! O que é aquilo ?! É um broto ? É um feto ?
Não é a vida , nasceu a vida.
Sim, era o que faltava nessa paisagem . A vida.
                                                              
                                                                           Freijó

 

23 de setembro de 2010

“Jornal das letras me encantou, esse texto!”

"Encontrei esse jornal no Centro de Integração Empresa-Escola-CIEE."


Desenho à mão livre, mas livre mesmo!

O  Professor e seu aluno.

“... A história ocorreu logo que comecei a atuar na escola de Madureira. Durante um dia de aula, um dos meus meninos apareceu na sala com um livro estrangeiro cujo conteúdo afirmava ensinar a arte do desenho... mas, ao folhear o livro, observei especialmente um capítulo no qual o autor explica a importância de "segurar o lápis da forma correta” .Em duas páginas ricamente ilustradas, o "mestre" chegava a ressaltar a acuidade que o desenhista deveria ter ao manipula seus lápis, afirmando inclusive, que este deveria ficar posicionado de forma que a mão se fixasse no meio do lápis para que houvesse equilíbrio no manuseio da peça. Com certa dose de detalhes o autor do livro "ensinava" que o aprendiz de desenhista não deveria, em hipótese alguma, segurar seu lápis muito próximo do grafite e chegava às raias do exagero ao afirmar que dessa forma o principiante evitaria traços agressivos, entre outras bobagens. As ilustrações eram de boa qualidade e traziam pequenas setas direcionando as informações existentes nas legendas. De fato, eram bem- feitinhas, mas as dicas não passavam de um festival de baboseira típicas de quem quer encher linguiça num texto.
 Quando terminei de folhear o livro, como se tivesse acabado de me mostrar um baú de tesouros , o aluno quis saber minha opinião sobre as paginas que eu acabara de ver. Fui franco com o jovem e quase disse que ele deveria fazer o mesmo que os alunos do professor John Keating fizeram. Para quem não se lembra, Keatin é o personagem principal do filme Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society), dirigido por Peter War e estrelado magistralmente por Robin Williams. Numa cena, durante a aula de inglês. John Keating mostra uma lição de um livro de literatura com ensinamentos sobre poesia, cujo autor mostrava que a avaliação de um bom poema poderia ser feita como a análise de um gráfico matemático. Considerando que a lição não passava de excremento (o personagem diz mesmo excrement ) , Keating aconselha seus alunos a arrancarem a página do livro, transformá-la em bolinha de papel e arremessá-la na cesta de lixo que ele mesmo faz questão de trazer. O que se vê a seguir é uma algazarra de jovens, como se disputassem quem se livrará mais rapidamente da página condenada.
 O personagem vivido por Robin Williams representa o novo, a modernidade, a liberdade de escolha de um artista e não titubeou ao mostrar que as doutrinas impostas pelo autor do livro didático (um fictício Sr. J. Evans Pritchard) não permitiam o livre pensamento. "Agora, classe, vocês aprenderão a pensar sozinhos de novo", diz Keating ao encerrar sua cena. No filme, a escola representa o que de mais conservador existia na América nos idos de 1959.
Acredito que qualquer pessoa que já deu aula alguma vez na vida adora esse tipo de filme. Por mais inverossímil que seja a cena é divertida e faz nossa língua coçar cada vez que esbarramos em livros cheios de dicas inúteis.
 Obviamente que eu não cheguei a aconselhar meu aluno a mutilar seu livro, mas afirmei que arte é subjetiva em todos os sentidos e que até na forma de desenhar o artista deve descobrir quais são os melhores métodos, ângulos e posições para si. “Cada um é cada um. Não caia em regrinhas como se elas fossem às únicas verdades”, eu disse ao menino. Mas o guri, na teimosia típica da idade, discordou veementemente e afirmou que, se estava no livro, é porque tinha motivo de ser. A aula daquele dia já estava chegando ao final, então eu sugeri que ele não esquentasse a cabeça com as minhas opiniões, mas que na próxima aula eu mostraria uns desenhos bacanas para nós discutirmos melhor o assunto.
Dois dias depois, logo no início da aula, chamei o jovem até minha mesa e mostrei a ele uma coleção de lâminas impressas, ilustradas com dezenas de desenhos e pinturas executadas em estilos dos mais diversos. Mostrava uma peça e perguntava: "o que acha? É bonita?" o menino ia olhando uma a uma sem deixar de comentar que eram lindas. "Poxa, será que um dia vou conseguir desenhar bonito assim?", perguntou enquanto eu ia exibindo as pranchas. "Aí, depende", respondi. Dei uma pausa na mostra dos impressos e perguntei ao jovem: "Acredita que para chegar a essa maturidade você vai precisar mesmo seguir à risca a lição de ‘como pegar corretamente no lápis? ’ “Eu ainda acho que sim”, respondeu o aluno já com alguma irritação. Então, eu disse: “Olha, faz o seguinte, leva estas imagens pra sua mesa. Aliás, leve-as para casa. São suas a partir de agora, mas não se atenha somente aos desenhos. Veja no verso de cada folha as informações sobre o artista autor da obra. Tá legal?”Ele agradeceu e foi para sua mesa. Eu continuei minha aula, mas sem deixar de observar sua reação cada vez que ele olhava o que estava no verso de cada desenho. Na verdade, eu havia trazido uma série de cartões que eram vendidos para arre¬cadar fundos para portadores de necessidades especiais. Não lembro que organização era, mas tratava-se de uma dessas que orientam artistas que nasceram sem as mãos ou braços ou com malformação desses membros. As obras feitas por esses artistas são maravilhosas e é impossível imaginar que poderiam ser criadas por alguém que não tem os braços, numa incrível demonstração de superação. Além da pequena biografia do autor do desenho ou pintura, todas vinham acompanhadas por uma fotografia do artista em ação. Uns apareciam segurando seus pincéis ou lápis com a boca, enquanto outros demonstravam suas habilidades com os pés.
 Percebi que o jovem ficou meio sem graça, talvez até um pouco chocado. “Mas, assim que terminou a aula, ele se aproximou para o habitual “até a próxima aula” e me disse que havia entendido os motivos das minhas opiniões e que iria estudar e se informar mais sobre o que é ser artista.”
 Lembrei do fato acima quando visitei em Março a bela Exposição de Arte Muito Especial - Diversidade, do Instituto Muito Especial. A exposição foi montada no Centro Cultural Justiça Federal, entre os dias 3 de Março e 21 de Abril, e a competente curadoria ficou a cargo do meu amigo Jorge de Salles.

Durante a inauguração da exposição pude ver de perto dezenas de obras criadas por pessoas que, sem os devidos incentivos, continuariam dentro das suas casas como se fossem meros coadjuvantes de uma sociedade cheia de preconceitos.

O trabalho desenvolvido pelo Instituto Muito Especial mostra que as artes podem realmente agregar seres humanos, independentemente das suas diferenças, e elevar os portadores de necessidades especiais à condição real de artistas. Totalizando 27 participantes, entre deficientes físicos, visuais, audi¬tivos e intelectuais, a exposição mostrou qualidade e provou que eventos semelhantes podem se repetir em outros espaços nobres do chamado Corredor Cultural do Rio de Janeiro ou, ainda - se não for pedir muito -, que artistas com características semelhantes sejam aproveitados em mostras de artes que não apresentem especificamente as obras de pessoas com algum tipo de deficiência, mas de artistas, não caracterizados por sua condição física ou intelectual .

Para saber mais sobre o Instituto Muito Especial e, conforme disse meu ex-aluno, entender mesmo o que é ser um artista de primeira grandeza, o leitor pode visitar o site no endereço.

http://www.muitoespecial.com.br/


Uma história e tanto, todos somos capazes e  vamos ver a vida com mais leveza, a arte está em cada pessoa de alguma forma.
Amei essa  história  tanto que não contive a minha euforia ao ler, enviei um email para o autor do texto
Zé Roberto, que escreve para o Jornal das Letras há sete anos, no mesmo dia, ele me respondeu permitindo a publicação neste blog fico muito grata.

Conheça mais o

Zé Roberto Grauna

  Artefato Cultural

O que é a liberdade ?

"Texto para apresentação à disciplina de Filosofia e Ética, Universidade Anhanguera, curso de Direito, desenvolvido por Rodolfo l. Silva" (agradeço pelo texto, meu bem!!)

"Liberdade = Autonomia"

Entramos agora numa fase mais específica do tema. Imanuel Kant entendeu que somente há liberdade quando há autonomia. Para ele, o homem só é livre quando possui a capacidade de raciocinar e ditar suas próprias regras, sem interferência de normas do Estado e morais impostas pela sociedade. Seguir suas próprias leis racionalmente.
Porém, para que a liberdade seja plenamente exercida, necessita-se de intuição, conhecimento, mas não conhecimento de normas vigentes, mas um conhecimento “apriorístico” , puro, inerente ao ser humano, intuitivo, sem a necessidade de experiência para obtenção de noção, o que tornaria este conhecimento “a posteriori” , impuro. Ou seja, deve-se ter uma consciência intuitiva para gozar desta liberdade positiva, este aspecto positivo é a autonomia. Esta sim seria a verdadeira expressão de liberdade, a vontade, a ainda, não se pode ter interferência externa, ou seja, heteronomia , vontades de outros sobre a pessoa, domínio de um sobre o outro.
Concluindo, este raciocínio de Kant leva à crer que o homem é puramente livre quando age sem interferência da lei (agir conforme a ordem de terceiro, o Estado ou a sociedade no caso de regras morais), mas para usufruir da pura liberdade, o homem deve ter ciência e consciência de sua liberdade, saber que ela existe. Apriorístico: “a priori”: para Kant, existem dois tipos de obtenção de conhecimento, “a priori” seria o conhecimento puro, onde deriva apenas da intuição, e não provem de experiências anteriores. (Crítica da Pura Razão, p. 3) Apriorístico: “a priori”: para Kant, existem dois tipos de obtenção de conhecimento, “a priori” seria o conhecimento puro, onde deriva apenas da intuição, e não provem de experiências anteriores. (Crítica da Pura Razão, p. 3)

“A posteriori”: seria a obtenção do conhecimento de forma impura, proveniente de experiência. (CPR, p.3)

Heteronomia: Condição de pessoa ou grupo que receba um elemento que lhe é exterior, ou um princípio estranho à razão, a lei a que deve-se submeter. (http://recantodasletras.uol.com.br/ensaios/1368133 por Paulo Tadao Nagata)

(O texto é um ponto de visão, segundo alguns autores, claro que cada pessoa tem o seu conhecimento sobre ser e como ser. A intenção é demonstrar pontos de vista diferentes)

22 de setembro de 2010

JEMIMA: Definição



Jemima esse é meu nome, de origem Hebraico.

 Significado "Pomba da paz" (lindo!).

Minha mãe , escolheu esse nome no livro mais vendido no mundo a Biblia sagrada.

"Jó, capítulo 42."

"Versiculo 14; Chamou o nome da primeira Jemima , o da outra , Quezia , e o da terceira ,Quérem-Hapuque."

Breve resuminho:

Jó foi um homem rico, com bom caráter, e tinha muita Fé em Deus. Um dia teve que mostrar seu valor, foi provado passou por privações perdeu tudo que possuia, mas sempre confiando no mestre maior, tudo novo se fez...enfim com sua paciência e integridade Deus o resgatou.

"Tem pessoas que acham meu nome estranho, feio, tudo bem, respeito sua opinião, sempre gostei dele... Mãezinha agradeço a ti por tudo, aguentar a minha pessoa não é brincadeira... Obrigada"

21 de setembro de 2010

Como é difícil ver a vida como uma poesia..."





 Cada pessoa possui uma forma de observar a vida.

E penso que todos poderiam olhar o mundo com mais pureza , observar o quanto viver é belo, é lindo, é magnífico, apesar dos pesares...

O que fazer?

Não viver de acordo com que os outros querem.

Correr atrás dos SEUS  objetivos .

Definir  Metas  e  alcançar  as METAs.

Não esquecer da  sua Humanidade.

  Simples não é ?



Mais uma coisa, desculpa pelo Português, às vz penso que ele não vai com minha cara.

 Vou dominá-lo, muito em breve...
(Rsrs)

Jemima

"No momento estou em casa...ao lado das minhas razões de viver Layane e Larissa”

  VAMOS VOAR E ENCONTRAR A BELEZA DA VIDA, AMOR , AMAR E SER AMADO

17 de setembro de 2010

"...o tempo e seus intervalos."

".O medo cabe em todos eles. Quando obedecemos ao vermelho do sinal que nos pede parada, imediatamente nos fechamos em nossos carros, crentes de que vidros indefesos nos protegerão do medo que sentimos...Filhos que não sabem por onde andam os seios que os amamentaram. Meninos e meninas. Eles também estão com medo. Temem que nós não os reconheçamos como artistas que merecem aplauso, moeda de pequeno valor, que condensa a metáfora de um reconhecimento temporário, valor que não compra a felicidade esperada, a vitória que nunca chegará.
Em pequenos intervalos estão grandes medos..."
(Fábio de Melo. Livro Cartas entre amigos, 2009, pg 207)

".Passando por São Paulo, vi pessoas jogadas, que se entregaram aos medos...
Vi pessoas demais...! "

15 de setembro de 2010

"O eu profundo"

Fernando pessoa, poetizava:


Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los
e fazê-los viver,
acrescentariam nova luminosidade
às estrelas , nova beleza ao mundo e maior amor
 ao coração dos homens.



E TAMBÉ DIZ:





Gostou ? 

O livro está  disponível, para download  FERNANDO PESSOA


Boa Leitura.